sábado, 27 de março de 2010

Senhor dos anjos

Lá vem o indivíduo
Seu cabelo sol
Sua face lua
Sua veste escuridão

Traz no beijo o mistério
Sutileza felina
Olhar de corvo
Na fala camões

Campo-santo sua paisagem
No urbano seu matagal
Carrega a cruz como adaga
As lendas filosofia

Suas botas tintura a ignorância
Anéis o transformam em mandarim
Suas músicas tormentas
O submundo sua casa nobre

Sua fala um afável trovão
Tuas lágrimas tem tempestade
Enbriaga-se com o néctar da uva
Melancolia misturada com alegria

Tens a fome de leão
A certeza da balança
Pacato aquático
Rústico e certeiro como o escorpião

Culto filho noturno
Incompreendido no diurno
És Deus de seu infinito
Senhor dos anjos!

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